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A versão das armas usadas para matar vereador Peron

Delegado Sylvio Rabelo revela em entrevista que crime tem característica de vingança

Uma “queima de arquiva”, eis a caraterística principal do crime de execução da qual vitimou o vereador Peron Filho (MDB), revelado, em entrevista ao programa “Ô Paraíba Boa”, exibido na 100.5FM, pelo delegado Sylvio Rabelo, titular da 4ª Regional da Polícia Civil, que fez um brilhante trabalho de investigação até chegar aos ainda suspeitos e secretários municipais do município paraibano de Jacaraú.

Em decorrência das investigações iniciada no dia seguinte ao assassinato do vereador Peron, o delegado Sylvio começou o trabalho em silêncio e ouvindo diversas pessoas começou a montar o quebra cabeça, chegando aos dois auxiliares da Prefeitura. Neste sentido, ele contou com o apoio da Polícia Civil do Rio Grande do Norte, quando da prisão de outros dois suspeitos.

A motivação do crime decorre de denúncia de irregularidades feita por Peron na Secretaria de Transportes de Jacaraú, incluindo desvio de recursos públicos e o uso de veículo sucateados, a exemplo da gravação de uma ambulância em péssimo estado de conservação, que desagradou o secretário de Transporte, que tinha envolvimento com o grupo criminoso do Rio Grande do Norte.

O delegado Sylvio Rabelo acredita que “houve um encontro entre eles para planejar a execução”. De acordo com as investigações, meia hora antes do assassinato, dois veículo saíram de uma pousada em Jacaraú, onde possivelmente os suspeitos estavam hospedados. Peron foi monitorado até quando praticava o jogo de futsal e emboscado quando se deslocava a sua residência.

“Temos provas de que o secretário avisou os pistoleiros por mensagem no momento em que a vítima deixou o ginásio”, detalhou o delegado. A arma usada no crime já foi identificada em outros 12 homicídios no Rio Grande do Norte, o que reforça a atuação de um núcleo de pistolagem interestadual.

Após o crime, os suspeitos tentaram apagar os rastros. De acordo com Rabelo, o secretário de Transportes retornou à pousada e, com a ajuda do secretário de Administração, destruiu o DVR das câmeras de segurança e os próprios celulares.

“É uma linha clara de queima de arquivo. O vereador vinha fiscalizando e denunciando com base em provas, e isso incomodou muita gente”, concluiu o delegado, destacando que a elucidação do caso em apenas 45 dias demonstra o comprometimento das forças de segurança envolvidas.

“Foi um crime complexo, que envolveu autoridades municipais, empresários e pistoleiros, mas conseguimos reunir elementos robustos que apontam para um plano de vingança política e silenciamento de denúncias” concluiu.

Redação/PBAgora – Foto: Reprodução

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