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Justiça rejeita pedido de cassação do prefeito Bruno

População não deve ter gostado do arquivamento da Aije contra prefeito

Ao rejeitar o pedido de cassação do prefeito Bruno Cunha Lima (União), a justiça eleitoral da Paraíba contribui com o caos na saúde de Campina Grande. O afastamento do gestor campinense era a solução para a diminuição, por exemplo, do número de mortes de bebês no Isea. Em uma semana, morreram dois e a mãe de uma deles, que teve o útero retirado durante o parto.

E, claro, uma coisa nada tem a ver com outra. No entanto, há fundamento na denúncia da coligação do então candidato a prefeito Jhony Bezerra (PSB). A Aije – Ação de Investigações Eleitoral Judicial – não prosperou. O juiz Roberto D’Horn Moreira mandou a iniciativa para o arquivo, acatando o parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE).

O assunto “caos na saúde de Campina” não é parte do processo. “A questão central dessa disputa está na alegação de abuso de poder e econômico, que supostamente teria ocorrido devido à contratação de servidores temporários durante o período eleitoral, além de um aumento na média salarial de prestadores de serviços recentemente contratados. No entanto, é necessário analisar os fundamentos doutrinários do caso…”

“… O recorrente baseia sua argumentação nesse aumento, mas as alegações feitas são genéricas e se referem a períodos, em grande parte, fora da janela vedada para essas práticas”, afirmou o relator.

O caso diz respeito a um recurso interposto em uma Aije movido pela coligação representada por Jhony. O relator ressaltou que as provas apresentadas não comprovam prejuízo concreto.

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