Brasileiros rejeitam discurso de ricos contra pobres
53% dos entrevistados esse tipo de discurso 'não está certo, porque cria mais briga e polarização no país

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (16) mostra que mais da metade dos brasileiros são contra o discurso que coloca ricos contra pobres. Para 53% dos entrevistados, esse tipo de discurso “não está certo, porque cria mais briga e polarização no país”.
Outros 38% dos entrevistados consideram que o discurso “está certo, porque chama atenção para os privilégios de alguns”. Outros 9% não souberam ou não responderam. A margem de erro é de 2 pontos para mais ou menos.
Veja os números:
- Não está certo, porque cria mais briga e polarização: 53%;
- Está certo, porque chama atenção para os privilégios de alguns: 38%;
- Não souberam ou não responderam: 9%.
A pesquisa Quaest foi encomendada pela Genial Investimentos e realizada entre os dias 10 e 14 de julho. Foram entrevistadas 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em todo o Brasil. O nível de confiança é de 95%.
Avaliação de Lula
O levantamento também traz a avaliação do governo Lula. A desaprovação oscilou 4 pontos para baixo, e está em 53. Já a aprovação, oscilou para cima e é de 43%. No levantamento anterior, a desaprovação chegou ao recorde de 57%, enquanto a aprovação foi de 40%, a menor do mandato.
Os números mostram ainda que a avaliação do governo melhorou entre os entrevistados do Sudeste, os que têm ensino superior completo e entre os que ganham entre 2 e 5 salários mínimos.
A pesquisa ainda aponta que 72% dos brasileiros consideram que o presidente dos EUA, Donald Trump, está errado ao impor o tarifaço ao Brasil por acreditar que há uma perseguição política a Bolsonaro.
Ainda de acordo com o levantamento, 79% dos entrevistados afirmam que a taxa de 50% anunciada pelo americano aos produtos brasileiros vai prejudicar sua vida ou de sua família.
Posicionamento políticos
A visão contrária ao discurso que coloca ricos contra pobres é maior entre quem se diz bolsonarista (79%), não é bolsonarista, mas mais à direita (74%) e não tem posicionamento político (52%).
Os defensores deste modo de pensar é maior entre quem não é lulista/petista, mas mais à esquerda (72%) e quem se diz lulista/petista (59%). O apoio é de 35% entre os que não têm posicionamento.
G1 – Foto: Reprodução/InfoMoney



