Escândalo do programa das farmácias desfila pela Paraíba
Célia Aparecida de Carvalho é peça-chave do rumoroso esquema criminoso exibido pelo Fantástico

Chama-se Célia Aparecida de Carvalho (foto) é a mulher de João Pessoa que está sendo investigada pela Polícia Federal por envolvimento num suposto escândalo no programa Farmácia Popular, exibido neste domingo (20/7) em rede nacional pelo Fantástico, da Rede Globo de Televisão. O esquema criminoso, conforme mostrado servia como ferramenta de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas.
Célia, de acordo com a reportagem, é apontada como peça-chave desse rumoroso esquema. Segundo as investigações, ela é responsável por fornecer CNPJs de empresas fantasmas. Com isso, os suspeito se aproveitavam para simular farmácias e viabilizar o desvio milionário. Apurou-se, ainda, que em alguns municípios brasileiros não haviam o comércio de medicamentos.
A Polícia Federal teria chegado até a paraibano por meio de um número de telefone da suspeita registrado como contato de uma suposta farmácia instalada em um terreno vazio, tomado pelo mato, numa cidade onde nunca houve funcionamentos real do estabelecimento localizado no estado do Góias-GO. Esse local, conforme a matéria exibida pelo Fantástico, servia apenas para “simular transações no sistema do programa federal”.
O valor da fraude pode chegar a R$b 40 milhões desviados por meio de farmácias de fachada espalhadas em diversos estados, dos quais Goiás, São Paulo, Pernambuco, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. A Paraíba está incluída na investigação por causa da Célia Aparecida, o que reforça os indícios de que a capital paraibana também foi usada como ponto de apoio para ação da organização criminosa.
As investigações chegaram a uma situação ainda mais grave ao descobrir que a venda e compra de CNPJs por “laranjas”, também eram utilizados CPFs e endereços de pessoas inocentes para registrar compra falsas de medicamentos. E, veja você, o dinheiro desviado eram usados para financiar a compra de cocaína na Bolívia e no Peru, abastecendo facções ligadas ao Comando Vermelho e ao Clã Cisneros, que vem a ser uma organização criminosa peruana, que detém laboratórios clandestinos de produção de drogas.
Na investigação, Célia negociava farmácias fictícias com Adriano Rezende Rodrigues, conhecido como Adriano Tatu, sócio de um das drogarias em Cerquilho (SP), que recebeu quase R$ 1 milhão do programa. Ela, ainda, é investigada sobre uma suposta conexão com Fernando Batista da Silva, conhecido por Fernando “Piolho”, apontado como sendo o comandante da quadrilha.
Cerca de 148 farmácias reais ou fantasmas participaram do esquema, com uso irregular de aproximadamente 160 mil CPFs em todo o País. Apenas no programa Farmácia Popular, o sistema de auditoria detectou 140 mil tentativas diárias de autorizações irregulares.
Redação/PBAgora



