Cassação do prefeito de Cabedelo é questão de tempo
André Coutinho, Camila Holanda, Márcio Silva, Flávia Monteiro e Vitor Hugo estão encrencados

Em tempo, à Procuradoria da República com acento na Justiça Eleitoral da Paraíba opinou pela manutenção da cassação do mandato do prefeito de Cabedelo, André Coutinho (Avante), por supostos malfeitos na campanha municipal do ano passado. Ele está ilegitimamente ocupando o cargo.
Por falta de provas, a vice-prefeita Camila Holanda (PP) se livrou da punição de inelegibilidade. No entanto, está mantido o entendimento também de cassação do mandato dela. A chapa eleita, portanto, está “contaminada“.
O vereador Márcio Silva (União Brasil) também está encrencado, assim como a servidora Flávia Monteiro. Contra o ex-prefeito Vitor Hugo (Avante) à Procuradoria Eleitoral manteve a inelegibilidade dele por oito ano.
Vale ressaltar que as punições decorrem de uma investigação da Polícia Federal no âmbito da Operação “En Passant“. Assina o parecer o procurador regional eleitoral Renan Paes Felix, após analisar decisão de primeiro grau que determinou a cassação dos mandatos e direitos políticos.
No documento, um grupo de procuradores destaca provas de compra de votos com uso de cargos comissionados, repasses via Pix e distribuição de benefícios em áreas controladas por facção criminosa.
De acordo com o parecer, o grupo teria utilizado a estrutura da Prefeitura de Cabedelo para sustentar apoio político em comunidades vulneráveis. André, o prefeito, nega as acusações afirmando “nada a temer“.
Que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PB) cumpra com sua obrigação de julgar o caso, tornando célere o julgamento do processo que tem à frente a juíza Thana Michelle Carneiro Rodrigues.



