Procurador atribui a Vitor Hugo malfeitos de Cabedelo
Julgamento de cassação do prefeito André, da vice Camila e do vereador Márcio é adiado

Um pedido vista suspendeu o julgamento do processo de cassação contra o prefeito André Coutinho (Avante), da vice Camila Holanda (PP), do vereador Márcio Silva (União Brasil), também da inelegibilidade do “ex” Vitor Hugo (Avante). O Ministério Público Eleitoral (MPE) descreve eles com ligações da gestão com o grupo criminosa atuante no tráfico de drogas.
De acordo com o procurador eleitoral, Renan Paes, o ex-prefeito Vitor Hugo “era o responsável pelas nomeações e pelas exonerações […] Ele logou o sistema, ele praticou um ato administrativo e, enquanto gestor, ele tinha ciência direta e inequívoca dessa situação. Não é nem possível alegar que ah, mas foi um secretário tal, foi um gestor tal que realizou esse tipo de situação”, afirmou.
Como Vitor Hugo não exerce mais o cargo de prefeito do Cabedelo, o MPE recomenda a inelegibilidade dele por oito anos, tendo como base as operações En Passant 1 e 2, deflagradas pela Polícia Federal e o Gaeco, órgão do Ministério Público do Estado. O desembargador Aluizio Bezerra adiou o julgamento após pedido vista para analisar melhor o processo.



