Cabo Gilberto vê ‘perseguição política’ do STF a Bolsonaro
Líder da oposição, deputado reage a negativa de Moraes contra a prisão humanitária

Líder da oposição na Câmara, o deputado federal Cabo Gilberto (PL) considerou de “pura perseguição política” a decisão do ministro Alexandre Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou a prisão humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele recebeu alta médica nesta sexta-feira (2/1) e retornou a prisão da sede da superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Bolsonaro passou por duas cirúrgicos nos últimos dez dias, período em que esteve internado no Hospital DF Star. O ex-presidente realizou o procedimento de hérnia inguinal bilateral, além de outros três métodos durante a hospitalização. Gilberto, que recentemente foi promovido a sargento militar, afirmou também que a decisão é “absurda” ao usar as redes sociais acusando o STF de perseguição política.
“Absurdo! Ministro do STF nega apelo humanitário e prisão domiciliar ao presidente Bolsonaro. Primeiro que ele não era para estar preso. Acusado de quê? Qual mensalão, petrolão, INSS, BNDES ele roubou? ZERO! Qual golpe ele tentou sem arma? ZERO…”
“… Então está preso por qual motivo? Outra coisa: é inacreditável verem a saúde de Bolsonaro, correndo risco de morte e ainda mantê-lo preso. E um absurdo o que acontece nessa justiça brasileira. É pura perseguição política!”, afirmou em publicação conjunta com o deputado Coronel Chrisóstomo.
A defesa de Bolsonaro havia solicitado que o ex-presidente fosse autorizado a permanecer em casa para se recuperar das cirurgias, alegando risco à saúde. O pedido, no entanto, foi rejeitado por Alexandre de Moraes, que determinou a transferência para a carceragem da PF.
Cabo Gilberto, que recentemente assumiu a liderança da oposição na Câmara, reforçou o discurso de perseguição política e disse que a decisão representa um ataque à democracia e ao direito de defesa.



