Política

Ministro Vital vai analisar acusação contra Hugo Motta

O presidente da Câmara Federal é acusado de desvio de finalidade no uso de aviões da FAB

Com informação da Carta Capital jogada na asfalto nesta primeira semana do ano novo, o deputado federal Hugo Motta (Republicanos), também presidente da Câmara Federal, deve ser alvo de uma investigação do Tribunal de Contas da União por recomendação do Ministério Público. O TCU, como se sabe, é presidido pelo ministro paraibano Vital do Rêgo Filho.

A acusação: desvio de finalidade por uso de jatinhos da Força Aérea Brasileira. Conforme o documento, o promotor Lucas Rocha Furtado pede uma apuração se Hugo atentou contra a moralidade administrativa ao usar as aeronaves para interesses privados.

Cabe ao presidente do TCU, Vital do Rêgo, analisar a demanda, o que ainda não ocorreu. Motta foi procurado pela reportagem por meio de sua assessoria, mas ainda não se manifestou.

A representação se baseia em reportagens que tratam do uso de voos da FAB por Motta. Uma delas, publicada no domingo pela coluna de Lauro Jardim no jornal O Globo, relata que o presidente da Câmara solicitou um avião da Força para ir de João Pessoa ao Rio de Janeiro sem qualquer compromisso oficial em 26 de dezembro. Onze passageiros estavam a bordo, mas a relação não foi divulgada. No Rio, Motta e aliados passaram a virada em um condomínio de luxo em Angra dos Reis.

Em meados de 2025, segundo matéria do site UOL, o deputado teria usado outra aeronave da FAB para ir à edição latino-americana do “Gilmarpalooza“, fórum jurídico organizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, em Buenos Aires.

Para Lucas Furtado, a conduta atenta “contra a moralidade administrativa e a ética que devem pautar a conduta das autoridades públicas, e constitui evidente desvio de finalidade no uso de recursos públicos”. Ele disse também que as atitudes têm “raízes profundas no coronelismo e no patrimonialismo” e causam “constrangimento”.

“O uso recorrente de aeronaves da FAB pelo presidente da Câmara, na ausência de interesse público ou de efetiva demonstração de potencial ‘insegurança’ da autoridade no da autoridade no uso de voos comerciais, enseja a percepção de que a aviação militar vem sendo por ele utilizada apenas como meio de transporte ‘mais confortável’, a despeito dos elevados custos que envolvem deslocamentos da espécie”, finaliza o órgão.

Redação/Carta Capital

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