Fux vê omissão e justifica: ‘foram feitas nove delações’
Ministro é uma voz dissidente do caso 'Golpe de Estado'

Bem, a tese do ministro Luiz Fux destoa dos demais ministros integrantes da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento sobre recepcionar ou não a denúncia da Procuradoria Geral da República contra o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de Golpe de Estado.
Fuz é uma dissidência a ser levada em consideração aos argumentos da defesa dos oito acusados a despeito da validade da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordem de Bolsonaro na época da presidência da República.
Apesar de ter votado contra a nulidade da peça processual, o ministro Fux argumentou que há aspectos a serem discutidos durante o julgamento de mérito, caso a denúncia seja acatada. “Eu não tenho dúvida de que houve omissão“, afirmou.
E mais: “tanto houve omissão que foram feitas nove delações“, argumentou. Esse aspecto transformou o julgamento da peça da Procuradoria Geral de República em emboglio para a Suprema Corte do País.
Para o ministro dissidente, o caso deveria ser julgado no plenário do Supremo Tribunal Federal.
Redação/O Antagonista