Trump anuncia tarifaço sobre os produtos da UE e México
Brasil segue o país como a maior tarifa e União Europeia e México teve um tarifaço de 30%

A tarifa de 50% anunciada sobre o Brasil na quarta-feira (9) ainda é a mais alta entre as novas taxas divulgadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Desde segunda, o republicano iniciou o envio de cartas informando quanto cada país pagará se não firmar acordo comercial com os EUA. Neste sábado, anunciou 30% para a União Europeia e o México.
De forma geral, Trump definiu valores que variam entre 20% e 50%, a depender do país, com validade a partir de 1º de agosto.
O anúncio de 50% sobre o Brasil foi recebido com espanto por especialistas, que classificaram a decisão como político-ideológica. “Não seria a primeira vez que os Estados Unidos usam a política tarifária para fins políticos”, disse o economista Paul Krugman, vencedor do Prêmio Nobel.
Entidades da indústria e da agropecuária brasileira manifestaram preocupação com o anúncio e disseram que as taxas ameaçam empregos. A Confederação Nacional da Indústria, por exemplo, afirmou que não há qualquer fato econômico que justifique uma medida desse tamanho.
Carta ao Brasil
A carta enviada a Lula (PT), na qual justifica a elevação da tarifa, Trump citou Jair Bolsonaro (PL) e disse ser “uma vergonha internacional” o julgamento do ex-presidente no Supremo Tribunal Federal (STF).
Além disso, afirmou, sem provas, que sua decisão foi tomada “devido aos ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres e à violação fundamental da liberdade de expressão dos americanos”.
“[Isso ocorreu] como demonstrado recentemente pelo Supremo Tribunal Federal do Brasil, que emitiu centenas de ordens de censura SECRETAS e ILEGAIS a plataformas de mídia social dos EUA, ameaçando-as com multas de milhões de dólares e expulsão do mercado de mídia social brasileiro”, escreveu o republicano.
Segundo o documento, a tarifa de 50% será aplicada sobre “todas e quaisquer exportações brasileiras enviadas para os EUA, separada de todas as tarifas setoriais existentes”. Produtos como o aço e o alumínio, por exemplo, já enfrentam tarifas de 50%, o que tem impactado diretamente a siderurgia brasileira.
G1



