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Aviso a Neto: Vitor Hugo é quem detém votos de Cabedelo

Ex-prefeito alerta ao prefeito interino para não estadualizar o discurso, sábia tese

Na hipótese de não se enquadrar no projeto eleitoral defendido por Vitor Hugo (sem partido), que é quem detém voto em Cabedelo, o prefeito interino Edvaldo Neto (Avante) corre sério risco de não se eleger na eleição suplementar do município, previsto para 12 de abril.

Atualmente secretário de Turismo de João Pessoa, o ex-gestor da cidade alertou para a possibilidade de um racha, caso Edvaldo não apoie o projeto defendido por Vitor, que defende a pré-candidato do prefeito Cícero Lucena (MDB) à sucessão estadual.

Edvaldo está entre a cruz a espada. Por um lado, é pressionado pelos deputados federais Hugo Motta (Republicanos) e Aguinaldo Ribeiro (PP). Do outro, a razão: o ex-prefeito é que detém os votos dos cabedelenses. Sem Vitor, o interino volta à presidência da Câmara.

Edvaldo assume nesta quinta-feira (29/1) a presidência do Avante em Cabedelo. Está sendo pressionado a proclamar apoio a chapa encabeça por Lucas Ribeiro (PP) e nos pré-candidatos a senador João Azevêdo (PSB) e Nabor Wanderley (Republicanos).

Se estiver disposto a pagar pra ver, então Edvaldo mergulha na onda dos aliados do governo do Estado. Do contrário, pula do barco para se encontrar com Vitor Hugo, Cícero Lucena e Mersinho Lucena (PP), deputado federal.

Ao programa Ô Paraíba Boa, Vitor comentou: “Eu disse a Neto que isso poderia ser o início do nosso fim. Não por nós dois diretamente, mas pelo que vem ao redor. A política é vaidade, é força, e quem tiver mais votos vai querer se impor”, afirmou.

Outra tese do então prefeito é não estadualizar o discurso, que no seu entendimento pode beneficiar outros concorrentes e citou o deputado estadual Wallber Virgolino (PL). “O ideal é não estadualizar a eleição de Cabedelo. Se isso acontecer, quem fica assistindo de camarote é a oposição”, pontuou.

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