Ruy diz que trabalhadores e trabalhadoras precisam de dignidade
Deputado afirma que milhares de trabalhadores enfrentam jornadas exaustivas

Ruy diz que trabalhadores e trabalhadoras precisam de dignidade; ‘é prioridade’
A defesa da saúde, da qualidade de vida e do fortalecimento das famílias voltou a ser destacada pelo deputado federal Ruy Carneiro durante o debate sobre o fim da escala 6×1. O parlamentar comemorou a aprovação da PEC 221/19 na Câmara dos Deputados e reforçou a importância da adoção da escala 5×2, apontando benefícios tanto para os trabalhadores e trabalhadoras quanto para as empresas.

“Descanso não é privilégio, é dignidade. O trabalhador precisa ter tempo para viver, cuidar da saúde e estar ao lado da família. Estudos e exemplos práticos mostram que a escala 5×2 reduz atestados médicos, diminui demissões e aumenta a produtividade. O empresário também ganha quando o funcionário está bem física e emocionalmente. Trabalhar é necessário, mas viver também é”, afirmou Ruy.
O deputado destacou que milhares de trabalhadores enfrentam jornadas exaustivas e acabam utilizando o único dia de folga para resolver pendências acumuladas da semana. Segundo ele, a falta de descanso adequado aumenta os casos de estresse, ansiedade e problemas de saúde mental, além de afastar pais, mães e filhos da convivência familiar.
Ruy também ressaltou que já existem empresas brasileiras que adotam modelos com mais equilíbrio entre trabalho e descanso e vêm registrando resultados positivos. De acordo com o parlamentar, experiências práticas apontam redução nas faltas, melhora no rendimento das equipes e aumento da qualidade dos serviços prestados.
“Minha luta, desde o início, sempre foi pela escala 5×2. Ao longo do tempo, os empresários vão entender que isso, quando é bem aplicado e organizado, amplia a qualidade do serviço prestado pela empresa. Existem exemplos concretos mostrando que eficiência é mais importante do que excesso de horas trabalhadas”, acrescentou.
A Proposta de Emenda à Constituição, que estabelece jornada de trabalho de 40 horas semanais em cinco dias com dois de descanso, foi aprovada em dois turnos na Câmara e agora segue para análise do Senado.
Transição
A proposta prevê uma transição para a nova jornada de trabalho, garantindo a manutenção dos salários dos trabalhadores com carteira assinada. As novas regras começam a valer dois meses após a publicação da lei, prazo em que a carga horária cai para 42 horas semanais e o trabalhador passa a ter direito a duas folgas por semana, de preferência aos domingos.
A redução definitiva para as 40 horas semanais ocorrerá 14 meses após a promulgação da proposta. Durante o período de transição, sindicatos e empresas poderão firmar acordos ou convenções coletivas para estender a jornada diária além das 8 horas normais, garantindo a adaptação ao novo modelo sem desrespeitar os dois dias de repouso.



