Médico condenado por estupro tem pena aumentada para 32 anos de prisão
Julgamento da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça aconteceu por unanimidade

Uma decisão da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, ontem, surpreendeu os defensores do médico Fernando Paredes Cunha Lima (foto), condenado por estupro de vulnerável. Veja você, ele teve a pena aumentada de 22 anos, 5 meses e 2 dias de prisão para 32 anos e 17 dias de reclusão.
A propósito da nova pena, o julgamento desta terça-feira (2/6) aconteceu por unanimidade do recurso apresentado pela defesa e pela assistência de acusação, tendo em vista que os crimes foram cometidos contra duas vítimas citadas pelo Ministério Público da Paraíba.

Neste sentido, o desembargador Ricardo Vital de Almeida, relator do processo, votou pelo reconhecimento de mais uma vítima, entendimento acompanhado pelos demais membros da Câmara Criminal. O MPPB afirmou que os relator das vítimas eram consistentes, coerentes e compatíveis com as provas.
A assistência de acusação sustentou a tese dos impactos psicológicos provocados pelos crimes e apontou a repetição das condutas ao longo dos anos. Já a defesa pediu a absolvição do médico, alegando falta de provas suficientes para comprovar os crimes. O pedido, no entanto, foi rejeitado pelos desembargadores.



