O município de João Pessoa perdeu um grande quadro com a saída do médico Alexandre César. Ele divulgou um carta se despedindo da direção do Complexo Hospitalar de Mangabeira, conhecido por Trauminha. Acontece dias após a exoneração da médica Laís Pinto, com quem é casado.
Dr. Alexandre fez publicar a carta em suas redes sociais e logo causou repercussão fazendo questão de afirmar que a decisão não está relacionada à perda do cargo, mas à forma como interpreta a saída da esposa da administração municipal.
Pontuou que tanto ele quanto a esposa compartilham os mesmos valores e propósito para a ser à população. “Com serenidade e consciência tranquila, compreendo que este é o momento de seguir um novo caminho“, escreveu.
Anotou que “onde não houve espaço para reconhecer o trabalho, a dedicação e a competência da minha esposa, também não encontro mais sentido em permanecer. Somos movidos pelos mesmos valores, pelo mesmo propósito e pela mesma missão de servir”.
Aproveitou o momento para fazer um balanço dos cinco anos à frente do Trauminha, período em que recuperou a imagem do complexo hospitalar em todos os sentidos, principalmente no tratamento humanitário as pessoas que mais precisam. Essa foi a filosofia adotada por doutor Alexandre durante esse período.
“Hoje, deixo um hospital reconhecido como referência em nosso Estado, capaz de impactar positivamente a vida de mais de 15 mil pessoas todos os meses. Essa transformação não pertence a uma única pessoa. Ela foi construída por servidores, profissionais de saúde, colaboradores, gestores e por todos aqueles que acreditaram que o serviço público pode, sim, ser eficiente, humano e motivo de orgulho para a população“, comentou.
Lamentou que a política tenha sido colocada acima da medicina, ressaltando em um trecho da carta compreender, embora discorde que fatores da política possam influenciar decisões administrativas, saindo em defesa de critérios técnicos, uma linha adotada por ele durante o período em que comandou o Complexo Hospital de Mangabeira.
“Entendo, embora não concorde, que, em determinados momentos, circunstâncias de natureza político-partidária ou relações de proximidade pessoal possam influenciar decisões administrativas. Respeito as decisões tomadas, mas continuo acreditando que o serviço público alcança sua melhor expressão quando critérios técnicos, resultados, mérito e compromisso com a população prevalecem”, lamentou.
No arremate final, Alexandre César agradeceu à equipe do Complexo Hospitalar de Mangabeira, aos pacientes e à população pela confiança durante sua gestão. Ele também afirmou que continuará exercendo a medicina, independentemente de ocupar cargos públicos.
“Continuarei exercendo a medicina, ensinando, aprendendo e cuidando das pessoas onde quer que Deus me permita estar. Porque compreendi, há muito tempo, que para cuidar de vidas não é necessário ocupar um cargo. É necessário ter propósito. E esse propósito ninguém é capaz de exonerar”, concluiu.
Perde, sem dúvida alguma, o município com a saída de Dr. Alexandre, principalmente as pessoas que mais precisam de uma saúda humanitária a saúde municipal.