Motta mistura reeleição a presidência da Câmara com apoio de Lula a Nabor
Hugo trabalha eleição do pai a senador, mas atropelando Veneziano e João; assim é golpe baixo

Hugo Motta (Republicanos), o paraibano que preside a Câmara Federal, trata o PT como um partido que exige uma atenção diária para se manter no cargo, caso seja reeleito em outubro próximo. Ao menos a recondução ele não tem dúvidas, confiando nos eleitores que não são 100% fiel.
O debate está apenas começando, mesmo que a água só comece a rolar em fevereiro de 2027, mas já existem deputados que desejam a distribuição de cargos na futura mesa diretora do parlamento nacional, a exemplo do próprio Hugo Motta, que tem a eleição do pai Nabor Wanderley (Republicanos) também para cuidar.
Dos conservadores traídos, ao contrário do que aconteceu na primeira eleição, Hugo já não conta mais com a maciça votação. Perdeu a confiança, assim como perdeu por parte dos petistas – leia-se o deputado Lindenberg Farias, paraibano mas eleito pelo Rio de Janeiro, que já disse poucas e boas contra Hugo.
Insiste na troca de apoio do presidente Lula prometido ao senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e João Azevêdo (PSB) por seu pai Nabor na disputa pelo Senado entre os candidatos as duas cadeiras nas eleições paraibanas. O petista que não nasceu ontem, empurra o assunto com a barriga.
Motta espera a consolidação desse apoio que, decerto, não virá. Em Veneziano, o presidente Lula não tem como dizer “não“. O mesmo a João Azevêdo, porque foi o próprio chefe do Executivo nacional pediu para o ex-governador dos paraibanos se candidatar a senador.
Motta vai esperar sentado por esse apoio de Lula a Nabor, que até pode acontecer em 2030.



