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Bananeiras espera continuidade da proteção ambiental da Mata Atlântica
População teme que a derrubada de árvores antigas comprometa a fauna, a flora, os recursos hídricos e o clima agradável

Moradores de Bananeiras, Solânea, Serraria e municípios vizinhos apelam ao governador Lucas Ribeiro pela preservação de um dos mais importantes patrimônios naturais da região.
A possibilidade de supressão de uma significativa área de Mata Atlântica, na entrada de Bananeiras, para implantação de um condomínio da construtora OCA, continua despertando preocupação entre moradores e ambientalistas de toda a região do Brejo paraibano.
A população teme que a derrubada de árvores antigas comprometa a fauna, a flora, os recursos hídricos e o clima agradável que caracteriza Bananeiras e municípios vizinhos.
Durante a gestão do ex-governador João Azevêdo, a defesa da preservação dessa área encontrou, segundo relatos locais, uma postura firme diante das tentativas de supressão da vegetação, atitude que despertou manifestações de reconhecimento e apreço na região.
Agora, a expectativa da comunidade é de que o governador Lucas Ribeiro dê continuidade à atenção dispensada à questão ambiental, assegurando, por intermédio da Sudema, a manutenção das medidas de proteção legalmente cabíveis.
A mobilização popular, que conta com a participação destacada do vereador Irajá da Saúde, já resultou em manifestações públicas e em um abaixo-assinado com mais de três mil assinaturas, encaminhado ao governador.
O Ministério Público da Paraíba também atua na questão. Em setembro, recomendou a paralisação preventiva das intervenções e solicitou informações sobre o licenciamento ambiental do empreendimento.
O apelo ao governador Lucas Ribeiro é de confiança e esperança: que o desenvolvimento imobiliário continue avançando, mas sem comprometer um patrimônio ambiental que pertence, em sua dimensão ecológica, a toda a coletividade.
A Mata Atlântica de Bananeiras é mais do que uma paisagem. É parte da identidade, da qualidade de vida e do futuro de toda a região.
Preservar esse patrimônio é garantir que o progresso caminhe de mãos dadas com a natureza.



