
Em sintonia com a população de Cabedelo e, conforme previsto aqui, o Tribunal de Justiça da Paraíba manteve bem longe do cargo o prefeito Edvaldo Neto, afastado das funções poucas horas depois de eleito em abril passado durante uma eleição suplementar.
Como se sabe, Edvaldo é investigado no âmbito da Operação Cítrico deflagrada pela Polícia Federal por suspeitas de fraude em licitações, desvio de recursos públicos e suspeitas de relação com facção criminosa. Durante o julgamento de hoje, os trabalhos acabaram suspensos por um pedido de vista do desembargador Aluízio Bezerra Filho.
Os defensores do prefeito afastado defendem a tese de que o processo é da competência da Justiça Eleitoral. Porém, a Justiça Comum acabou absolvendo a ação por envolve vultuoso contrato no valor de R$ 270 milhões. A população de Cabedelo está bem atenta aos acontecimentos, torcendo pela permanência do interino Evilásio Cavalcanti.
Relator do processo, o desembargador Ricardo Vital rejeitou a preliminar voto acompanhado pelos desembargadores Oswaldo Trigueiro do Valle, Anna Carla Lopes, João Batista Barbosa, Túlia Neves e Wolfram da Cunha Ramos, seis votos contrários, portanto, ao pedido da defesa.
A rejeição da preliminar diz respeito apenas à competência da Justiça Comum para julgar o caso, e não representa, por si só, uma decisão sobre o mérito das acusações.



