
Habituado a se apresentar como “pai dos pobres”, Lula (PT) participou do debate promovido pela Band, neste domingo (18), usando um relógio Omega Constellation de ouro e aço. Segundo a revista Veja, é avaliado em mais de R$50 mil. A joia chamou atenção e gerou críticas de adversários e observadores, que apontam incoerência com a imagem populista do político que tenta a reeleição.
No mesmo debate, o adversário Flávio Bolsonaro apareceu com um relógio Casio G-Shock, modelo popular vendido por cerca de R$500 em lojas comuns. Segundo declarações de bens entregues ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ambos os candidatos são milionários.
Na loja oficial da Omega, um relógio novo do petista é vendido a US$15 mil (R$75 mil). A depender do acabamento e tamanho, o preço final pode passar dos R$80 mil. Já o relógio do senador de oposição é vendido por US$135 (R$680) na loja oficial da Casio/G-Shock.
O contraste entre os relógios foi usado por críticos para questionar a adequação da ostentação de Lula diante de eleitores de baixa renda, que formam parte significativa do seu eleitorado tradicional.
A peça de luxo usada pelo presidente não é inédita em sua trajetória recente. Após anos na política, Lula acumulou patrimônio declarado em milhões de reais. O patrimônio total declarado por Lula ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as eleições de 2026 é de R$ 4.775.650,64 (R$ 4,8 milhões). O episódio ocorre em um momento de campanha acirrada, no qual a percepção de distanciamento entre a classe política e a população de menor poder aquisitivo tem sido explorada por diferentes lados.
Críticos afirmam que gastar dezenas de milhares de reais em um acessório chega a ser ofensivo para trabalhadores que vivem com o salário mínimo. A campanha de Lula, por sua vez, não comentou especificamente o valor do relógio no debate. O uso da joia reforça o debate sobre o enriquecimento de políticos e a credibilidade da narrativa de defesa dos mais pobres.
Diário do Poder



